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Mostrando postagens de abril, 2025
  Amor platônico é hoje conhecido como um sentimento não correspondido, cuja conexão afetiva extrapola o desejo sexual e se torna algo etéreo e quase inalcançável. Ou quando é recíproco, não é vivenciado em sua plenitude, apesar da forte conexão íntima e espiritual, não se materializa da forma mais objetiva. Dessa forma, pode gerar dores, sentimentos de incapacidade, culpas, tristezas pela não concretização dos sentimentos.   O termo foi usado no século XV pelo filósofo Marsílio Ficino, como sinônimo de amor socrático, onde os sentimentos são centrados na beleza do caráter e da inteligência, em oposição a paixão que advém dos atributos físicos.   O filósofo Platão se referiu a esse tipo de amor em seu livro “O Banquete”, ao exemplificar o amor entre dois homens, cujo afeto ia além de qualquer atividade sexual ou mesmo romântica. No livro, Eros Vulgar e Eros Divino mostram as facetas do amor, cuja materialidade e mera atração física, se opõe a conexão com o espírit...
  Os contos de fadas reproduzidos nos desenhos animados da Disney construíram uma narrativa de ideal amoroso e pessoas perfeitas, que foram sendo reproduzidos incansavelmente para alimentar crianças a manterem essa idealização em suas vidas adultas.   Por décadas, o príncipe encantado que iria resgatar a princesa das garras de dragões ou bruxas más, trouxeram para as mulheres a ideia de que sua felicidade só poderia existir nos braços de um homem. Era o patriarcado impondo seu poder, enquanto as mulheres cabia o papel de subserviência.   Com isso, o sentimento de amor também foi deturpado. Criou-se o conceito que o casamento com o príncipe poderia levar a mulher a magnitude de suas vidas, gerando filhos e cuidando de sua família, sempre agradecendo pela sorte concedida.   Graças as inúmeras mudanças sociais, as mulheres foram ganhando espaço relevante na sociedade, na luta por seu devido espaço igualitário. O que também trouxe uma nova forma de se relacio...

O Príncipe que voa

Depois de tantas experiências na vida, de amores felizes e também tragédias amorosas, tinha certeza que a paz e as paixões gostosinhas e calmas seriam imperiosas em minha vida. Mas nada está sob nosso controle e o amor prega peças que nos viram do avesso. Eu já sou chegada a um avesso na vida, porque seguindo Drummond, também sou "gauche". Mas cansa sabe? Levantar bandeiras, lutar por espaços e diretos, desbravar um jeito peculiar de pensar e me impor na vida, me fazem nadar contra a corrente o tempo inteiro e descobri que não tenho braço para isso. Só queria um colo, um chamego mais fácil, do tipo que te acolhe e diz que vai dar tudo certo, "eu to aqui". Eu gosto do avesso, não tem jeito. Bastou eu ver um sujeito rindo alto, mostrando os dentes branquíssimos e com os olhos vivos, para eu despertar o maior sentimento de amor da face da terra. Ele se destacou da normalidade que sempre me entediou. E lá vamos nós, viver uma aventura fantasmagórica, uma real montanha r...